• A sequela do acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico é uma das principais causas de perda funcional, incapacidade motora e redução da qualidade de vida em adultos e idosos. Um estudo publicado em setembro de 2021 comparou o tratamento convencional com aspirina ao tratamento baseado na Medicina Chinesa — acupuntura associada à fitoterapia — com foco na dissolução da estase de Sangue. Os resultados demonstraram superioridade clínica do grupo tratado com Medicina Chinesa em parâmetros funcionais, laboratoriais e de qualidade de vida, reforçando o papel dessa racionalidade médica no manejo das sequelas neurológicas.

  • Um estudo italiano publicado em 2021 avaliou os efeitos da acupuntura no alívio da dor em pacientes com fibromialgia severa, analisando os resultados de forma inédita: por regiões específicas do corpo. Após oito sessões semanais, todos os participantes apresentaram melhora significativa da dor, fadiga e sono. Os dados reforçam a eficácia clínica da acupuntura e contribuem para uma compreensão mais refinada de seus efeitos em diferentes áreas corporais.

  • A indução do trabalho de parto com acupuntura é descrita na Medicina Chinesa desde a dinastia Jin (265–420 d.C.) e permanece, até hoje, tema de interesse clínico. Diferente da indução medicamentosa, que envolve riscos maternos e fetais, a indução por acupuntura é considerada uma abordagem mais fisiológica e segura quando bem indicada. Este artigo apresenta os resultados de um estudo de caso publicado em 2017 na Integrative Medicine Journal, que avaliou a eficácia da eletroacupuntura em oito mulheres grávidas do primeiro filho, analisando protocolo, tempo de resposta e necessidade de sessões adicionais.

  • Após a fase aguda da COVID-19, muitos pacientes desenvolvem um conjunto de sintomas persistentes que afetam a função respiratória, a energia vital, o estado emocional, a cognição e o sistema digestivo. Esse quadro, frequentemente denominado “condição pós-COVID”, possui mecanismos multifatoriais e impacto significativo na qualidade de vida. Este artigo apresenta evidências e fundamentos clínicos que indicam a acupuntura como uma abordagem complementar segura e eficaz no manejo desses sintomas, com taxas relevantes de melhora e sem efeitos colaterais significativos.