Pesquisadores da Harvard Medical School identificaram uma via neuroanatômica específica responsável pela ação anti-inflamatória da acupuntura, mediada pelo eixo vago-adrenal. O estudo, publicado na revista Nature, demonstrou que a resposta anti-inflamatória depende da ativação de um subtipo específico de neurônios sensoriais (PROKR2-Cre), presentes apenas em regiões específicas do corpo. Essa descoberta avança significativamente a compreensão dos mecanismos neurobiológicos da acupuntura e ajuda a explicar por que determinados pontos produzem efeitos sistêmicos anti-inflamatórios enquanto outros não.
A sequela do acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico é uma das principais causas de perda funcional, incapacidade motora e redução da qualidade de vida em adultos e idosos. Um estudo publicado em setembro de 2021 comparou o tratamento convencional com aspirina ao tratamento baseado na Medicina Chinesa — acupuntura associada à fitoterapia — com foco na dissolução da estase de Sangue. Os resultados demonstraram superioridade clínica do grupo tratado com Medicina Chinesa em parâmetros funcionais, laboratoriais e de qualidade de vida, reforçando o papel dessa racionalidade médica no manejo das sequelas neurológicas.
Um estudo italiano publicado em 2021 avaliou os efeitos da acupuntura no alívio da dor em pacientes com fibromialgia severa, analisando os resultados de forma inédita: por regiões específicas do corpo. Após oito sessões semanais, todos os participantes apresentaram melhora significativa da dor, fadiga e sono. Os dados reforçam a eficácia clínica da acupuntura e contribuem para uma compreensão mais refinada de seus efeitos em diferentes áreas corporais.
A indução do trabalho de parto com acupuntura é descrita na Medicina Chinesa desde a dinastia Jin (265–420 d.C.) e permanece, até hoje, tema de interesse clínico. Diferente da indução medicamentosa, que envolve riscos maternos e fetais, a indução por acupuntura é considerada uma abordagem mais fisiológica e segura quando bem indicada. Este artigo apresenta os resultados de um estudo de caso publicado em 2017 na Integrative Medicine Journal, que avaliou a eficácia da eletroacupuntura em oito mulheres grávidas do primeiro filho, analisando protocolo, tempo de resposta e necessidade de sessões adicionais.
Após a fase aguda da COVID-19, muitos pacientes desenvolvem um conjunto de sintomas persistentes que afetam a função respiratória, a energia vital, o estado emocional, a cognição e o sistema digestivo. Esse quadro, frequentemente denominado “condição pós-COVID”, possui mecanismos multifatoriais e impacto significativo na qualidade de vida. Este artigo apresenta evidências e fundamentos clínicos que indicam a acupuntura como uma abordagem complementar segura e eficaz no manejo desses sintomas, com taxas relevantes de melhora e sem efeitos colaterais significativos.

