• A sinusite, definida na biomedicina como inflamação das mucosas dos seios da face, é compreendida na Medicina Chinesa principalmente como Bi Yuan (“nariz encharcado”). Sua fisiopatologia envolve invasão de fatores patogênicos externos, acúmulo de calor e umidade, desordens do Shao Yang e, nos quadros crônicos, deficiência de Baço, Pulmão, Rim ou Fígado. A correta diferenciação entre formas agudas e crônicas é determinante para a escolha do princípio terapêutico e da estratégia de pontos.

  • A combinação entre ponto Fonte (Yuan) e ponto Luo é uma das estratégias mais consistentes da acupuntura clássica. Conhecida como método Yuan–Luo ou “anfitrião-hóspede”, ela permite integrar a condição do órgão ao comportamento do canal acoplado, tratando simultaneamente raiz e manifestação. Quando bem indicada, essa combinação organiza o movimento do Qi, fortalece a função do órgão envolvido e harmoniza a relação interno–externo. Este artigo apresenta o fundamento teórico, a lógica clínica e a lista completa das combinações Yuan–Luo, com suas principais indicações.

  • A coceira é definida na medicina ocidental como uma sensação desagradável que leva ao ato de coçar, frequentemente associada à liberação de histamina. Na Medicina Chinesa, o prurido cutâneo está principalmente relacionado ao vento, mas também pode decorrer de calor, umidade, deficiência de Sangue, toxinas ou excesso de álcool. A correta diferenciação de padrões é determinante para o sucesso terapêutico. Este artigo organiza os principais mecanismos envolvidos e os pontos de acupuntura indicados em cada situação.

  • A combinação clássica conhecida como “Quatro Portões” (Si Guan, 四關) corresponde ao uso simultâneo de F3 (Taichong) e IG4 (Hegu). Descrita nos textos clássicos e consolidada na dinastia Ming, essa estratégia une o ponto fonte do Fígado ao ponto fonte do Intestino Grosso, articulando livre fluxo e potência circulatória. O resultado é uma combinação capaz de coordenar ascensão e descida, regular o movimento do Qi, harmonizar Qi e Sangue e desbloquear canais. Este artigo organiza o fundamento teórico e a aplicação clínica dessa técnica sob a perspectiva do raciocínio profissional.

  • O edema é frequentemente tratado de forma local e sintomática, tanto na prática convencional quanto em muitos atendimentos integrativos. No entanto, dentro da racionalidade da Medicina Chinesa, o acúmulo de fluidos no espaço Cou Li exige diferenciação precisa do mecanismo patológico envolvido. Este artigo discute a fisiologia dos fluidos corporais, os padrões de excesso e deficiência associados ao edema, e como integrar laserterapia e acupuntura de maneira segura e eficaz. O foco está na estruturação do raciocínio clínico, evitando abordagens superficiais e fortalecendo a tomada de decisão terapêutica.

  • A baixa reserva ovariana é um diagnóstico cada vez mais frequente na prática clínica, especialmente em mulheres acima dos 35 anos. Embora não signifique infertilidade absoluta, indica redução do potencial reprodutivo e menor resposta ovariana. Na Medicina Chinesa, corresponde principalmente à deficiência de Essência do Rim, podendo estar associada a deficiência de Yin, Yang, Sangue e estagnação do Qi do Fígado. Este artigo organiza o raciocínio clínico e apresenta uma abordagem estratégica para condução segura desses casos.

  • Os pontos Xi (fenda) são locais onde o Qi e o Sangue, que circulavam mais superficialmente pelos canais, se concentram e aprofundam. De modo geral, possuem capacidade de desbloquear o canal, resolvendo estase e estagnação. Nos canais Yin, também atuam em hemorragias quando manipulados em tonificação. Este artigo organiza o conceito e apresenta os pontos Xi dos canais principais com suas localizações e indicações clínicas.

  • A enxaqueca não deve ser confundida com uma simples dor de cabeça. Trata-se de uma condição neurológica crônica, recorrente e altamente incapacitante, que envolve alterações complexas do sistema nervoso central. Na Medicina Chinesa, a enxaqueca é compreendida como uma manifestação de bloqueio ou ascensão inadequada do Qi, especialmente nos canais Shao Yang, geralmente associada a mecanismos prévios de deficiência ou estagnação. Este artigo aborda a enxaqueca sob a ótica integrada da Medicina Ocidental e da Medicina Chinesa, destacando fases, gatilhos, fisiopatologia e os principais mecanismos patológicos envolvidos no tratamento clínico.

  • Na Medicina Chinesa, a epilepsia é compreendida como uma desordem complexa que envolve a interação entre fatores patogênicos internos, deficiência de substâncias fundamentais e perturbação da mente. As crises convulsivas não são vistas como o problema em si, mas como manifestações agudas de um desequilíbrio mais profundo, geralmente relacionado a vento interno, mucosidade e Qi rebelde. Este artigo aprofunda a compreensão dos principais mecanismos patológicos envolvidos na epilepsia segundo a Medicina Chinesa, destacando a importância de tratar não apenas as crises, mas a raiz do mecanismo patológico.

  • Azia (pirose) e refluxo gastroesofágico são queixas muito frequentes no consultório e, na Medicina Chinesa, não se resumem a “Estômago com problema”. O eixo do quadro é simples: o Qi do Estômago deveria descer, mas passa a estagnar e subir (Qi rebelde). A partir desse movimento invertido, surgem queimação, regurgitação ácida, náuseas, distensão e até tosse. Neste artigo, você vai entender como a Medicina Chinesa organiza esse raciocínio, quais órgãos e vasos extraordinários podem participar (Baço, Fígado, Pulmão, Rim e Chong Mai) e como diferenciar os padrões mais comuns na prática clínica.