Na visão ocidental, a transpiração é um mecanismo de termorregulação mediado pelas glândulas sudoríparas. Na Medicina Chinesa, o suor é entendido como um fluido corporal diretamente relacionado ao Coração, mas regulado pelo Pulmão por meio da difusão de fluidos, controle do Wei Qi e abertura e fechamento dos poros. A compreensão da transpiração exige ainda analisar a relação entre Sangue e líquidos corporais, cuja origem é comum. Este artigo organiza o mecanismo fisiológico e os principais padrões patológicos envolvidos.
Na Medicina Chinesa, a memória não é atribuída a um único órgão. Embora tradicionalmente associada ao Coração, sua compreensão clínica exige integrar o conceito de dupla morada da mente e os cinco aspectos do Shen. A memória explícita, a memória de experiências passadas, a memória motora e os processos automáticos envolvem Coração, Baço, Rim, Hun e o Mar de Medula. Este artigo organiza esse raciocínio e apresenta as principais alterações patológicas relacionadas aos distúrbios de memória.
Os fluidos corporais são fundamentais para a nutrição e umidificação de todo o organismo. Este artigo apresenta o processo de formação, transformação, circulação e excreção dos fluidos — conhecido como via das águas — e sua importância para o equilíbrio fisiológico e prática clínica.
O Qi é o princípio dinâmico que sustenta as funções do corpo na Medicina Chinesa. Este artigo apresenta, de forma didática e clínica, as seis funções fundamentais do Qi — movimento, aquecimento, proteção, contenção, elevação e transformação — e sua importância para o diagnóstico e o tratamento.
O chamado “Relógio Biológico” da Medicina Chinesa descreve o fluxo do Qi nutritivo (Ying Qi) pelos canais principais ao longo de um ciclo de 24 horas. Apesar de frequentemente associado aos órgãos, esse conceito diz respeito, na verdade, aos canais de acupuntura e aos períodos em que cada um deles apresenta maior ou menor predominância de Qi. Compreender essa lógica permite interpretar sinais e sintomas dependentes do horário, além de orientar decisões clínicas como o melhor momento para tratamento e administração de fitoterapia.

