Na Medicina Chinesa, a queixa apresentada pelo paciente não define o tratamento. O que orienta a conduta clínica é o mecanismo de doença, identificado por meio do diagnóstico diferencial das síndromes. Por isso, dois pacientes com a mesma queixa podem — e frequentemente devem — receber tratamentos distintos. Neste artigo, exploramos a diferença entre queixa e diagnóstico e apresentamos um exemplo clínico clássico que ilustra como mecanismos patológicos diferentes exigem princípios terapêuticos opostos.
Na Medicina Chinesa, a doença não é compreendida como um evento isolado ou estático, mas como um processo dinâmico que se inicia a partir de uma causa, evolui ao longo do tempo e se manifesta por diferentes síndromes. Cada síndrome representa um momento específico desse processo e apresenta sinais e sintomas próprios. Compreender a diferença entre doença, causa e síndrome é fundamental para realizar um diagnóstico correto e estruturar um tratamento que atue não apenas nos sintomas, mas também na raiz do desequilíbrio. Este artigo apresenta os conceitos fundamentais de doença e síndrome na Medicina Chinesa, destacando a importância do raciocínio clínico, da estratégia terapêutica e da prevenção da evolução da doença na prática clínica.
Este artigo explica como transformar a queixa ocidental do paciente em raciocínio clínico da Medicina Chinesa. Aborda os principais erros cometidos na prática clínica, a importância de pensar dentro da racionalidade chinesa e apresenta um passo a passo lógico — da definição da queixa principal até a escolha do tratamento — destacando estratégia, diagnóstico e coerência terapêutica.
A gota é uma doença metabólica e inflamatória caracterizada pela deposição de cristais de urato monossódico nas articulações, com repercussões sistêmicas importantes. Na Medicina Chinesa, a condição é classificada como uma Síndrome Bi, relacionada à estagnação de Qi, presença de umidade e estase de Sangue. Um estudo transversal realizado na China com 1.658 pacientes correlacionou síndromes da Medicina Chinesa com marcadores biológicos modernos, demonstrando padrões distintos de inflamação, função renal e metabolismo em cada síndrome. Este artigo apresenta uma análise integrada desses achados.

