A enxaqueca não deve ser confundida com uma simples dor de cabeça. Trata-se de uma condição neurológica crônica, recorrente e altamente incapacitante, que envolve alterações complexas do sistema nervoso central. Na Medicina Chinesa, a enxaqueca é compreendida como uma manifestação de bloqueio ou ascensão inadequada do Qi, especialmente nos canais Shao Yang, geralmente associada a mecanismos prévios de deficiência ou estagnação. Este artigo aborda a enxaqueca sob a ótica integrada da Medicina Ocidental e da Medicina Chinesa, destacando fases, gatilhos, fisiopatologia e os principais mecanismos patológicos envolvidos no tratamento clínico.
A enxaqueca crônica é uma condição altamente incapacitante, frequentemente tratada com medicamentos preventivos como o topiramato, apesar de sua eficácia limitada e alta taxa de efeitos adversos. Um estudo clínico randomizado realizado na Universidade de Pequim comparou diretamente a acupuntura ao topiramato no tratamento preventivo da enxaqueca crônica. Os resultados demonstraram que a acupuntura apresentou maior eficácia, melhor manutenção dos efeitos ao longo do tempo e menos eventos adversos, posicionando-se como uma alternativa segura e clinicamente relevante.

