A combinação entre ponto Fonte (Yuan) e ponto Luo é uma das estratégias mais consistentes da acupuntura clássica. Conhecida como método Yuan–Luo ou “anfitrião-hóspede”, ela permite integrar a condição do órgão ao comportamento do canal acoplado, tratando simultaneamente raiz e manifestação. Quando bem indicada, essa combinação organiza o movimento do Qi, fortalece a função do órgão envolvido e harmoniza a relação interno–externo. Este artigo apresenta o fundamento teórico, a lógica clínica e a lista completa das combinações Yuan–Luo, com suas principais indicações.
A combinação clássica conhecida como “Quatro Portões” (Si Guan, 四關) corresponde ao uso simultâneo de F3 (Taichong) e IG4 (Hegu). Descrita nos textos clássicos e consolidada na dinastia Ming, essa estratégia une o ponto fonte do Fígado ao ponto fonte do Intestino Grosso, articulando livre fluxo e potência circulatória. O resultado é uma combinação capaz de coordenar ascensão e descida, regular o movimento do Qi, harmonizar Qi e Sangue e desbloquear canais. Este artigo organiza o fundamento teórico e a aplicação clínica dessa técnica sob a perspectiva do raciocínio profissional.
Os pontos Xi (fenda) são locais onde o Qi e o Sangue, que circulavam mais superficialmente pelos canais, se concentram e aprofundam. De modo geral, possuem capacidade de desbloquear o canal, resolvendo estase e estagnação. Nos canais Yin, também atuam em hemorragias quando manipulados em tonificação. Este artigo organiza o conceito e apresenta os pontos Xi dos canais principais com suas localizações e indicações clínicas.
P7 (Lieque) e P9 (Taiyuan) são pontos centrais do canal do Pulmão, mas apresentam ações clínicas distintas. Enquanto P7 atua principalmente no exterior, em padrões de excesso, condições agudas e movimentação do Qi, P9 é mais indicado para padrões de deficiência, condições crônicas e fortalecimento do órgão Pulmão. A escolha correta depende da compreensão do mecanismo da doença e do raciocínio clínico em Medicina Chinesa.
As Dez Agulhas Antigas, desenvolvidas por Wang Le Ting em 1966, constituem uma combinação clássica de pontos baseada na Escola do Baço e Estômago. Fundamentada na prática clínica e inspirada em fórmulas tradicionais da fitoterapia chinesa, essa combinação tem como objetivo fortalecer o centro, regular Qi e Sangue e tratar diferentes doenças a partir de um mesmo método. Apesar de sua ampla aplicabilidade, deve ser utilizada de forma individualizada e guiada pelo raciocínio clínico.
O estudo de Paulus, publicado em 2002, demonstrou aumento significativo da taxa de gravidez em pacientes submetidas à reprodução assistida quando a acupuntura foi associada ao tratamento convencional. Este artigo apresenta o protocolo utilizado, seus resultados e uma leitura crítica sob a perspectiva da Medicina Chinesa, destacando a importância de compreender seus limites e a necessidade de individualização clínica.
E36 (Zusanli) é um dos pontos mais utilizados na prática clínica da acupuntura devido à sua ampla capacidade de regular o eixo Baço–Estômago, fortalecer o Qi, transformar umidade e sustentar a produção de Sangue. Sua versatilidade permite aplicações em quadros digestivos, metabólicos, emocionais, musculoesqueléticos e sistêmicos. Este artigo apresenta suas principais ações e combinações clássicas utilizadas na prática clínica.
Os canais de conexão (Luo) formam uma rede complexa responsável pela distribuição de Qi e, sobretudo, de Sangue para todos os tecidos do corpo. Dentre eles, o grande Luo do Baço, acessado pelo ponto BA21 (Dabao), ocupa um lugar singular: ele tem a capacidade de influenciar toda a rede de canais Luo. Essa característica faz do BA21 um ponto de grande importância clínica em quadros de dor generalizada, fraqueza global, estagnação difusa de Qi e Sangue e doenças reumáticas.
O conceito dos Quatro Mares (Si Hai), apresentado no capítulo 33 do Ling Shu (Eixo Espiritual), organiza a relação entre os doze canais principais e as grandes substâncias do corpo. Assim como os rios convergem para os mares, o Qi, o Sangue, os Alimentos e a Medula recebem, integram e distribuem aquilo que circula pelos canais. Este artigo apresenta os quatro mares clássicos — Mar dos Alimentos, Mar de Qi, Mar de Sangue e Mar de Medula —, seus pontos de comando e os sinais clínicos de excesso e deficiência, oferecendo uma chave de leitura essencial para o raciocínio fisiopatológico e diagnóstico na Medicina Chinesa.

