• A enxaqueca não deve ser confundida com uma simples dor de cabeça. Trata-se de uma condição neurológica crônica, recorrente e altamente incapacitante, que envolve alterações complexas do sistema nervoso central. Na Medicina Chinesa, a enxaqueca é compreendida como uma manifestação de bloqueio ou ascensão inadequada do Qi, especialmente nos canais Shao Yang, geralmente associada a mecanismos prévios de deficiência ou estagnação. Este artigo aborda a enxaqueca sob a ótica integrada da Medicina Ocidental e da Medicina Chinesa, destacando fases, gatilhos, fisiopatologia e os principais mecanismos patológicos envolvidos no tratamento clínico.

  • O sucesso do tratamento em Medicina Chinesa não depende apenas do profissional. Este artigo destaca o papel ativo do paciente no processo terapêutico, explicando por que um único atendimento não é suficiente, a importância do repouso, da alimentação e do seguimento das orientações clínicas para consolidar os resultados e evitar recaídas.

  • Este artigo reúne os principais fatores que determinam o sucesso ou o fracasso de um tratamento em Medicina Chinesa. Aborda diagnóstico, estratégia terapêutica, técnica, tempo de tratamento, participação do paciente e maturidade clínica do profissional, mostrando que a efetividade depende da coerência de todo o processo — e não de um único elemento isolado.

  • Na Medicina Chinesa, a queixa apresentada pelo paciente não define o tratamento. O que orienta a conduta clínica é o mecanismo de doença, identificado por meio do diagnóstico diferencial das síndromes. Por isso, dois pacientes com a mesma queixa podem — e frequentemente devem — receber tratamentos distintos. Neste artigo, exploramos a diferença entre queixa e diagnóstico e apresentamos um exemplo clínico clássico que ilustra como mecanismos patológicos diferentes exigem princípios terapêuticos opostos.

  • A excelência na prática clínica em Medicina Chinesa não se constrói por meio de protocolos prontos ou pela simples associação com diagnósticos ocidentais. Ela depende do domínio das teorias de base que estruturam essa racionalidade médica e permitem compreender a fisiologia, reconhecer a patologia e organizar o raciocínio clínico. Neste artigo, revisamos os principais pilares da Medicina Chinesa — Yin e Yang, Cinco Movimentos, Substâncias Vitais, Canais e Colaterais e Zang Fu — destacando sua função na construção de diagnósticos coerentes e tratamentos eficazes.

  • Este artigo explica como transformar a queixa ocidental do paciente em raciocínio clínico da Medicina Chinesa. Aborda os principais erros cometidos na prática clínica, a importância de pensar dentro da racionalidade chinesa e apresenta um passo a passo lógico — da definição da queixa principal até a escolha do tratamento — destacando estratégia, diagnóstico e coerência terapêutica.

  • E36 (Zusanli) é um dos pontos mais utilizados na prática clínica da acupuntura devido à sua ampla capacidade de regular o eixo Baço–Estômago, fortalecer o Qi, transformar umidade e sustentar a produção de Sangue. Sua versatilidade permite aplicações em quadros digestivos, metabólicos, emocionais, musculoesqueléticos e sistêmicos. Este artigo apresenta suas principais ações e combinações clássicas utilizadas na prática clínica.

  • Toda atividade comercial envolve riscos, incluindo o atendimento com acupuntura e Medicina Chinesa. No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor estabelece que o prestador de serviços responde por eventuais danos ao consumidor, independentemente da existência de culpa. Diante disso, o uso do Termo de Consentimento Informado torna-se uma ferramenta indispensável para a prática clínica responsável, protegendo tanto o paciente quanto o profissional, além de garantir transparência sobre técnicas, riscos e responsabilidades envolvidas no atendimento.

  • Um estudo publicado em julho de 2023 avaliou os efeitos da acupuntura nas taxas de implantação de embriões congelados em mulheres submetidas à reprodução assistida. A pesquisa demonstrou que a acupuntura, associada ao tratamento padrão, aumentou as taxas de gestação bioquímica, clínica, evolutiva e de nascidos vivos, além de reduzir discretamente eventos adversos como gestação ectópica e aborto. Os achados sugerem que a acupuntura pode atuar como terapia complementar eficaz em casos de falha recorrente de implantação.

  • Durante muitos anos, os benefícios da acupuntura foram atribuídos apenas ao efeito placebo. No entanto, pesquisas robustas das últimas décadas vêm demonstrando que essa explicação é insuficiente para justificar seus resultados, especialmente no tratamento da dor crônica. Uma publicação do The Washington Post, escrita pela médica Trisha Pasricha em julho de 2023, revisa evidências científicas consistentes que mostram a superioridade da acupuntura em relação à acupuntura falsa e à ausência de tratamento em diversas condições dolorosas. Este artigo apresenta uma leitura crítica desses dados, destacando os achados clínicos, neurobiológicos e as implicações práticas para o cuidado em saúde.